Passeio de Maria Fumaça Jaguariúna

TODOS A BORDO DA MARIA FUMAÇA!

Ouvir o apito do trem e escutar o barulho da locomotiva se aproximando pelos trilhos. Uma sensação única e encantadora nos dias de hoje tanto para os mais jovens quanto para quem viajou muito dessa forma nos tempos áureos das ferrovias. O passeio da Maria Fumaça, que parte do Centro Cultural de Jaguariúna, transporta seus passageiros para um encontro com belas  paisagens, diferentes perspectivas e muitas emoções.

A bordo de uma legítima locomotiva da Cia. Paulista de Estradas de Ferro, fabricada em 1958, os viajantes podem experimentar a sensação dos trilhos passando sob os pés, sentir o balanço dos vagões ao correr por eles e acenar pelas janelas na saída das estações. Com uma velocidade média de 40 quilômetros por hora, o passeio é diversão certa para toda a família. A viagem é também uma verdadeira aula de história ao vivo e a cores.

É possível escolher o percurso completo de 48 quilômetros, feito em 3h30, entre Jaguariúna e Campinas, recomendado para quem quer aproveitar ao máximo e está com tempo para esquecer das horas. Ou, então, optar pelo passeio de meio percurso, mais rápido, partindo de Jaguariúna e terminando na Estação Tanquinho, com duração de 1h30. Neste caso, a recomendação é para quem tem criança pequena ou quer aproveitar, no mesmo dia, outras atrações da cidade.

Pelos vagões, o Trio Maria Fumaça garante a trilha sonora da viagem com canções que marcaram época. Para alimentar o corpo e deixar o passeio mais saboroso, há no trem um vagão restaurante com comidinhas e bebidas.

Centro Cultural Prof. Ulysses da Rocha Cavalcanti

Centro Cultural Prof. Ulysses da Rocha Cavalcanti

Pelos trilhos da história

Com locomotivas de quase um século, a Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (A.B.P.F.) é a responsável pelo passeio da Maria Fumaça. Os carros de madeira do trem cortam fazendas centenárias de café e levam os ocupantes para uma viagem no tempo, percorrendo os 24 quilômetros de trilhos remanescentes da ferrovia que ligava os estados de São Paulo e Minas Gerais. Chamada de Companhia Mogiana de Estrada de Ferro, a ferrovia foi fundada em 1872 e desativada em 1971.

Com seus originais 1.992 quilômetros, a Mogiana era a ponte móvel de passageiros e cargas entre Campinas e a cidade mineira de Araguari. Hoje, o trecho percorrido pela Maria Fumaça é tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Artístico e Cultural de Campinas (Condepacc).

A locomotiva a vapor e a diesel e os carros que fazem o passeio da Maria Fumaça foram reformados e restaurados pela A.B.P.F. com as cores originais. Tudo para o viajante desfrutar de uma experiência bem próxima da realidade de décadas atrás. Durante a viagem, os passageiros recebem explicações sobre o funcionamento de uma locomotiva, da engenhoca que faz a roda girar e informações históricas que acompanham o cenário pela janela.

Passeio de Maria Fumaça em Jaguariúna

Estação Jaguary

Localização: Km 32,3 | Altitude: 569 metros | Data de construção 1875


A Estação Jaguary, ponto de partida da Maria Fumaça, em Jaguariúna, foi construída em 1875, quando o território ainda pertencia à comarca de Mogi Mirim. A construção, próxima às margens do Rio Jaguary, aconteceu em local estratégico para permitir a saída para a cidade de Amparo.

Desativada e parcialmente demolida, a estação precisou ser transferida para outro ponto e ganhou proporções maiores por conta do aumento no volume de carga embarcada na região.

Contava com recepção no bloco central e dois grandes armazéns abertos nas laterais. Na década de 80, no entanto, passou por uma nova demolição para abertura da avenida principal de Jaguariúna, e precisou mudar de endereço mais uma vez.

Anos mais tarde, Jaguariúna elaborou um projeto de extensão da linha férrea que retornou até a antiga estação.

Passeio de Maria Fumaça - Estação Carlos Gomes

Estação Carlos Gomes

Localização: Km 26,6 | Altitude: 616 metros | Data de construção: 1875


Seu primeiro nome foi Estação Matto Dentro, já que estava situada nas terras do então Engenho Matto Dentro do Jaguary. Na época, nas imediações da estação, foi construída uma vila com algumas casas de imigrantes recém-saídos de fazendas de café.

A chegada da linha férrea ao vilarejo permitiu o escoamento da produção agrícola, antes feito em lombo de burros e carroças. A estação precisou ser transferida de lugar algum tempo depois para melhorar as condições da linha.

Entre os anos de 1897 e 1898, passou a se chamar Estação de Carlos Gomes, por ocasião da morte do compositor campineiro, e funcionou por mais de quarenta anos.

Em 1929, passou por nova expansão e foi reinaugurada, tornando-se uma das maiores do trecho, com pátio equipado com cinco linhas, sendo quatro para o embarque do café e uma com plataforma para embarque de pedras e gado. Hoje, nesta estação, estão as oficinas de restauro da Maria Fumaça.

Passeio de Maria Fumaça - Estação Desembargador Furtado

Estação Desembargador Furtado

Localização: Km 23,8 | Altitude: 616 metros | Data de construção: 1901


Inaugurada em 1901, a Estação Desembargador Furtado recebeu o nome em homenagem a um dos proprietários da Fazenda Duas Pontes, maior produtora de café de Campinas.

Em 1929, o prédio original da estação foi substituído por outro mais novo, construído perto da antiga, que ficava bem próxima à ponte sobre o Rio Atibaia. Com o passar do tempo e a redução do transporte de cargas, principalmente do café, o pátio foi reduzindo suas atividades até o fechamento da linha em 1977.

No ano de 2005, junto à estação, existia ainda uma colônia abandonada, que mesmo em ruínas, mostrava um conjunto arquitetônico harmonioso que serviu de moradia para os trabalhadores responsáveis pela manutenção da ferrovia.

Ali também foi erguida a primeira escola de sericicultura do Brasil, que aplicava a seda no tratamento de algodão, outro produto da Fazenda Duas Pontes. Hoje, na sede da propriedade funciona o Hotel Solar das Andorinhas.

Passeio de Maria Fumaça - Estação Tanquinho

Estação Tanquinho  

Localização: Km 19,7 | Altitude: 610 metros | Data de construção: 1875


A origem do nome pode estar no fato de existirem no local, desde antes da construção da estação, tanques de água para que os cavalos pudessem beber e descansar durante as longas viagens na metade do século XIX.

Os tanques também serviram depois para sua  principal característica: ser a única destinada à lavagem dos vagões que transportavam animais. Tanquinho era composta também por duas linhas para embarque de café e um desvio com plataforma para embarque e desembarque do gado.

Localizada na Fazenda Santa Maria, o novo prédio foi inaugurado em 1926. Desativada em 1973, voltou a funcionar em 1984, com o trem turístico da Maria Fumaça. Atualmente, o local abriga um pequeno Museu do Telefone, visitado por escolas.  

Passeio de Maria Fumaça - Estação Pedro Américo

Estação Pedro Américo

Localização: Km 19 | Altitude 674: metros | Data de construção: 1926

 

A estação de Pedro Américo foi aberta em 1926 e seu nome faz referência ao proprietário das terras nas quais foi construída. Pedro Américo de Camargo Andrade, dono da Fazenda São Pedro, na época, teria sido o doador do terreno para a Cia. Mogiana construir o prédio.

A estação substituiu o posto telegráfico de Getty. A nova estação contava com uma caixa d’água com capacidade para 23 metros cúbicos, com funcionamento por declive, pois, por conta de um desnível entre as estações Pedro Américo e Anhumas, as locomotivas necessitavam de abastecimento constante.

No ano de 1963, a estação foi fechada. Desde 1981, serve ao trem turístico da A.B.P.F. Ao redor, haviam muitas casas danificadas e abandonadas.

Foi formada, então, a Sociedade Amigos de Pedro Américo, que reformou os espaços. Em 2005, a restauração ficou pronta. O pátio, que hoje tem apenas a linha de passagem, tinha três linhas (a principal e dois desvios).

Passeio de Maria Fumaça - Estação Anhumas

Estação Anhumas

Localização: Km 9,4 | Altitude: 616 metros | Data de construção: 1875


Reformada, é hoje o ponto de partida e chegada do trem a vapor turístico da Maria Fumaça. O nome, Anhumas, vem  da proximidade com o ribeirão Anhumas e a palavra faz referência à ave pantaneira, típica de beira de lagoas e rios, que fazia pouso por ali no inverno. A localização estratégica conferiu o título de segunda principal estação do trecho.  

A estação original de Anhumas foi inaugurada com a linha da Mogiana, em 1875. Depois, foi demolida e foi construída novamente, em 1926. Desde o início, contava com embarcador de gado, caixa d’água com capacidade para 55 metros cúbicos e uma bomba para abastecimento.

Em 1977, com fechamento da linha, a estação ficou abandonada. Em 1981, a A.B.P.F. transformou o espaço em escritório e estação inicial da Maria Fumaça. Anhumas já foi cenário para muitas filmagens de novelas e filmes de época.

Clique na imagem e baixe o mapinha que preparamos para ser seu companheiro nesta viagem e acompanhe as estações.

Para a diversão da criançada, baixe aqui desenhos para colorir sobre os trilhos e leve uma recordação especial para casa. É só clicar nas imagens!

Passeio de Maria Fumaça – Campinas / Jaguariúna

Os passeios acontecem sempre aos sábados, domingos e feriados.

Horários:
10h – sábado e domingo
12h30 – domingo
14h30 – domingo
15h – sábado

As saídas são do Centro Cultural de Jaguariúna, bem em frente ao hotel.
Ingressos a partir de R$60. Compre aqui.

O Hotel Jaguary tem parceria com a Maria Fumaça e conta com 30% de desconto na compra do ingresso. Aproveite ainda mais sua estadia por aqui e embarque nessa viagem! Reserve agora!

Mais informações sobre o passeio, reservas para grupos, eventos e confirmação de horários, clique aqui.

Jaguariúna, um passeio inesquecível - Maria Fumaça

Fotos e vídeos: divulgação da Prefeitura Municipal de Jaguariúna e ABPF – Associação Brasileira de Preservação Ferroviária